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Turismo do vinho Argentina

Turismo do vinho Argentina

Vales de Catamarca e Vales de Famatina (Província de Catamarca e Província de La Rioja)

Vales de Catamarca

Os Vales de Catamarca estão sendo atualmente redescobertos por empreendedores do mundo vitivinícola, embora a região fosse tradicionalmente um oásis para o cultivo da videira.

Estes férteis vales se encontram na província de Catamarca, que conta com uma superfície total de 101 mil quilômetros quadrados. San Fernando del Valle de Catamarca, a capital da região, é centro turístico e comercial como assim também de ativa vida cultural, que se desenvolve na sua universidade, instituições e museu. Nestes últimos lugares podem ser apreciadas peças paleontológicas e restos arqueológicos, que resultam da conjunção da cultura aborígine e o passado colonial das terras. Diferentes aspectos da cerâmica, metal e pedra que são exibidos nos museus ilustram de forma artística e documental os mitos e costumes que foram desenvolvidos ao longo dos anos e que encerra a própria história de cada região e constituem um apreciado patrimônio cultural. Entre os museus mais importantes se encontram o Arquivo e o Museu Histórico e o Museu Calchaquí.

Parte da produção de uvas é destinada ao consumo em fresco; não obstante, nos próximos anos, novas implantações vitivinícolas começarão sua produção junto aos vinhedos que foram recuperados. Esta transformação será somada à reconversão para variedades de alta qualidade enológica da nova era vitivinícola da região. Sem dúvida, Catamarca aportará produtos de grande qualidade, pois ali há empreendimentos prometedores.

Vales de Famatina 

A região se encontra a 20º de Latitude Sul e a altitude vai dos 935 para os 1.170 metros acima o nível do mar, na província de La Rioja. A zona tem escassas precipitações (130 milímetros anuais) e ventos moderados. A temperatura média é de 18º C.

Existem 7.000 hectares de vinhedos, nos que se destaca o Torrontes Riojano que se nutre do sol generoso deste vale para expressar seus marcados aromas florais e frutados. Também, nos últimos anos, cresceu a implantação de cepas tintas, especialmente Syrah. Os principais terroir vitivinícolas são Chilecito, Nonogasta e Anguinan. Na zona predominam os solos francos e arenosos.

Catamarca y La Rioja

A geografia do lugar oferece grandes oportunidades de apreciar os contrastes da sua nutrida e espetacular beleza; desde os cumes, levantados nas vastas alturas da Cordilheira dos Andes, até vales onde a beleza e a grande diversidade se conjugaram para que a mão do homem lograsse prover um espaço rico para o cultivo e o cuidado da terra. Montanhas e quebradas, entre elas Ojos del Salado (6.864 metros) e Monte Pissis (6.882 metros) são um típico cartão-postal do relevo da zona.

Valles de Catamarca e Valles de Famatina

Valle de Catamarca

 

Vitivinicultura

As notórias diferenças existentes no relevo geram importantes variações no clima, permitindo fragmentar à província de Catamarca em dois: Vales occidentais e orientais.  Os vales do oeste recebem escassas precipitações que raramente atingem os 200 milímetros por ano e têm uma escada de temperatura menor que o resto da sub-região. Este clima associado à grande amplitude térmica determina uma zona ideal para a criação de vinhos de altura.

Aqui se estabelecem quase a totalidade das adegas e se encontram implantados 70% dos vinhedos de Catamarca. As principais localidades são: Tinogasta (que reune mais de 70% do total da produção), Fiambalá, Belén e Capayán. As cepas mais reconhecidas das zonas são: Syrah, Cabernet Sauvignon, Malbec, Chardonnay e Ameixa.

Também as localidades de Fuerte Quemado, Las Mojarras, Aldahaualá, Famabalasto, Loma Rica de Shiquimi são o centro de atração para as pesquisas arqueológicas e paleontológicas, aqui podem ser apreciadas ruínas pré-colombinas, jazidas e pucarás. Mas esta zona é conhecida também pelo seu desenvolvimento vitivinícola a 2.000 metros de altura.

Sendo a localidade mais importante do oeste de Catamarca, Tinogasta localiza-se a quase 300 quilômetros da capital provincial, no Valle del Río Abarcan. Os afluentes do rio, que nasce nas ladeiras da cordilheira dos Andes, regam as extensas áreas onde se cultiva a videira, frutíferas e oliveiras.

Toda a região está impregnada de um importante patrimônio cultural e paisagístico, entre os que se destaca a igreja de San Pedro, em Fiambalá, a igreja de Anillaco, construída em 1712 e que constitui um dos mais antigos da região.

Fiambalá é uma importante zona vitícola, localizada dentro do vale de Tinogasta, onde os vinhos de qualidade são desenvolvidos em  2.000 hectares com alturas que vão desde os 1.200 metros até os 1.750 metros.

A vitivinicultura de La Rioja se desenvolve em pequenos vales irrigados ao oeste da província, entre as Sierras de Velasco e a Sierra de Famatina. O departamento de Chilecito tem a maior superfície com vinhedos (mais de 70%).

Com uma superfície que quase atinge os 90.000 quilômetros quadrados, La Rioja com suas montanhas e serras brilha com luz própria. Sua orografia permite se encontrar no seu percorrido com uma exclusiva conjunção de montanhas e planícies, onde pelo alto se distinguem os cerros Bonete e El Potro e pela planície seus verdes cuidados pela mão do homem.

Embora suas paisagens impressionem o turista, esta província tem parte da história Argentina arraigada nas suas raízes, La Rioja é o berço dos caudilhos e líderes federais como foram Facundo Quiroga, “Chacho” Peñalosa e Joaquín V. González, o que oferece um ar orgulhoso de sabedoria a quem conhecem as origens desta terra.

Rodeada pela Sierra de Velasco a capital de La Rioja foi fundada em maio de 1541 por Juan Ramírez de Velasco. Na atualidade na sua arquitetura se mistura o antigo com o moderno. Ali podem ser apreciadas ruas estreitas, construções baixas e uma disposição que aglutina o Centro Cívico ao redor da Plaza Central.

Valles de Catamarca e Valles de Famatina

Vinhedos de Catamarca



O clima de toda a província está tingido pelas longas secas, próprias dos sistemas áridos montanhosos. O desenvolvimento da agricultura e a criação do gado estão limitados às possibilidades de água, que da mão de suas duas represas principais, a Quebrada de la Rioja e Chilecito, dão vida ao terreno vizinho.

 

Vitivinicultura

Com 8 mil hectares plantadas com vinhedos, La Rioja teve um amplo crescimento nos últimos anos. Ladeada pelo Macizo de Velasco ao leste e o Nevado de Famatina ao oeste, os Valles de Famatina são o lugar por excelência para cultivar vinhedos nesta província. Mais de 1.100 metros acima o nível do mar são a média de altitude da zona, fornecendo de uvas com alto níveis de açúcar e pobreza de acidez. As variedades mais cultivadas são: Torrontes Sanjuanino, Torrontes Riojano e Moscatel de Alejandria. Estas variedades aromáticas são muito beneficiadas pela alta luminosidade da zona, a amplitude térmica que é de aproximadamente 15° entre o dia e a noite e as poucas precipitações.

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Catamarca y La Rioja
Vinhedos Adega La Riojana

 

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